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Restringir e controlar é preservar vidas, por Ari Rabaiolli *

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Ao longo de um ano de pandemia da Covid-19, todos os cidadãos precisaram se adequar, de alguma forma, para realizar suas atividades profissionais. Isso sem considerar aqueles que, lamentavelmente, integram os índices de desemprego.

Dentro das empresas, por exemplo, tudo mudou. Houve adequação desde o rodízio de funcionários, afastamento ou colocação em home office de colaboradores com comorbidades, além de incluir máscara e álcool gel como assessórios de trabalho.

Concomitante a isso, as redes sociais estão cheias de postagens de aglomerações de amigos e famílias – o que, em períodos normais, são muito importantes e devem mesmo ser realizados.

É justamente nestes momentos de reuniões em que ocorrem os maiores índices de contaminação, portanto devendo não se fazer presente em nossas rotinas. Obviamente que não são as únicas formas de transmissão, mas, certamente, são as situações responsáveis pela maioria dos casos, em que todos estão mais propensos à contaminação.

É por isso que sempre que se fala em restrições de atividades e possibilidades de lockdown eu reforço: mais do que restringir, é preciso fiscalização rigorosa!

O trabalho do Estado, neste sentido, deveria ser sustentado em exercer o poder de polícia no combate a aglomerações e fontes de propagação da Covid-19, com fiscalização extremamente rigorosa, inclusive com penalizações severas para casos de descumprimento e reincidência (1); investimento em capital humano para os hospitais, fundamentalmente, mas sem deixar de lado as UPAs, Postos de Saúde e outros locais de atendimento (2); incentivo para o setor empresarial, que emprega e paga impostos/tributos para o Estado, o que permite a circulação de renda e aquecimento da economia (3); investir em vacinação em massa de toda a população (4).

Estas quatro arestas funcionam como engrenagens e, absolutamente, se elas funcionarem harmonicamente, conseguiremos reestabelecer momentos melhores para todos os cidadãos catarinenses, brasileiros. Até porque é preciso, acima de tudo, restringir e controlar para preservar vidas.

* Ari Rabaiolli é diretor-presidente da Aceville Transportes e presidente da Fetrancesc, Transpocred e Conselho Regional do SEST SENAT/Santa Catarina.