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Construção Civil: 5 tendências de gerenciamento de riscos para o setor


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O mercado da construção civil está vivendo um período de forte crescimento, impulsionado por incentivos em infraestrutura e a transição para práticas sustentáveis. De acordo com um relatório da Marsh e Oxford Economics, a previsão é que a indústria de construção global cresça 42%, movimentando cerca de US $ 15 trilhões até 2030.

Vários fatores contribuem para o surgimento de demandas no setor. Especialistas sinalizam a necessidade de adaptação e mitigação de riscos diante das mudanças climáticas. O aumento dos níveis do mar e o risco de inundações exigirão novas defesas costeiras, bem como esgoto e sistemas de drenagem. Edifícios e plantas comerciais podem precisar de projetos de proteção de tempestades e inundações, enquanto a infraestrutura envelhecida precisará ser revitalizada para lidar com eventos climáticos mais extremos.

A Covid-19 também contribuiu com essa demanda. A pandemia expôs deficiências em serviços públicos como saúde e assistência social, que se transformaram em maiores gastos com hospitais. Os impactos também afetaram as cadeias de abastecimento, mostrando a necessidade de construção de fábricas e armazéns.

Ainda, a digitalização, que avançou de forma acelerada nos últimos anos, também pode impulsionar o segmento, exigindo infraestrutura de telecomunicações, data centers, centros de logística e varejo eletrônico.

Este boom global irá, no entanto, apresentar desafios para a construção e engenharia, especialmente relacionados à segurança. Esse cenário foi objeto de estudo do novo relatório da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), nomeado Riscos de Construção pós-Covid, que analisou a sinistralidade no setor e mapeou as tendências de riscos iminentes e de longo prazo para o segmento. Confira abaixo cinco pontos de destaque.

1 – Uma nova era de riscos para a construção civil


De acordo com o relatório, a pandemia trouxe uma nova era de riscos para todos os setores da economia. Na indústria da construção não foi diferente.

Apesar de uma forte recuperação do segmento, ainda existem desafios de curto e longo prazo para superar, como a escassez de equipamentos essenciais e materiais, o aumento de custos, prazos de entrega mais longos, escassez de mão de obra qualificada e protocolos de trabalho em constante mudança. Segundo a Pesquisa Internacional de Mercado de Construção 2021, as taxas do aço dispararam em alguns países da União Europeia em até 50% devido a uma combinação de aumento do preço do minério de ferro, oferta restrita e aumento dos custos de remessa.

A indústria, portanto, precisará acelerar a implementação de medidas de eficiência e controle de custos.

A análise da AGCS mostra que os problemas com projetos e mão de obra são uma das principais causas de reivindicações na construção e engenharia, representando cerca de 20% do valor do seguro de perdas em engenharia nos últimos cinco anos.

2 – Oportunidades em infraestrutura


A crise da Covid-19 afetou significativamente a atividade econômica global. No entanto, com avanço nas campanhas de vacinação e melhor entendimento para enfrentamento da pandemia, os governos estão se esforçando para estimular a atividade sustentável, não apenas com subsídios econômicos de curto prazo, mas também com estratégias de longo prazo para a recuperação econômica.

O investimento em infraestrutura há muito tempo é visto como uma estratégia importante para gestão da crise econômica, com a geração de empregos e revitalização de comunidades.

Os gastos com infraestrutura exigirão capital público e privado para vários setores, a depender das necessidades e estratégias de recuperação dos países. As áreas que devem se beneficiar incluem:

  • Energia (foco na mudança de clima e a transição para fontes renováveis);
  • Telecomunicações (demanda por dados e conectividade);
  • Assistência médica (a pandemia iluminou a necessidade urgente para aumentar investimento na saúde infraestrutura em muitos países);
  • Transporte (aéreo, ferroviário e rodoviário – ligações entre global, nacional e regional);
  • Tratamento de água e distribuição;


3. Sustentabilidade irá conduzir mudanças no perfil de risco


Uma transição global para um futuro mais sustentável, incluindo esforços para cortar as emissões de carbono, terá implicações profundas para os riscos na construção civil.

De acordo com o relatório, cerca de 50% de toda a emissão de carbono de um edifício vêm da fabricação de materiais e do processo de construção. Para reduzir a pegada de carbono, será necessário adotar novos materiais e processos de construção.

Esse caminho também é importante para tratar problemas que já existem. Para se ter ideia, a análise de ocorrências da AGCS mostra que incidentes com incêndios e explosões foram responsáveis por mais de um quarto (26%) dos sinistros na construção e engenharia nos últimos cinco anos.

4. Os desafios dos riscos climáticos para a construção


Eventos climáticos extremos também causaram grandes perdas nos últimos anos, devido à mudança climática e ao crescimento da atividade econômica em partes do mundo expostas a catástrofes.

É urgente que os canteiros de obras estejam mais preparados e tenham mais atenção com o impacto de desastres naturais como incêndios florestais, inundações repentinas e deslizamentos de terra.

A análise das ocorrências da AGCS mostra que desastres naturais são a segunda causa mais cara de perdas de engenharia, respondendo por 20% das ocorrências durante os últimos cinco anos:

  • Fogo, explosão 26%
  • Desastres naturais 20%
  • Produto defeituoso 12%
  • Falha de acabamento / manutenção 8%
  • Erro humano / erro operacional 6%
  • Outros 30%


5. Riscos Cibernéticos


O uso de tecnologia é crescente na indústria da construção. Máquinas e recursos de automatização são aplicados a cada vez mais tarefas com o uso de equipamentos e ferramentas conectadas, realidade virtual, sensores, dispositivos vestíveis e baseados em nuvem. Plataformas também estão sendo usadas para gerenciar cadeias de suprimentos, melhorar a segurança e gerenciar projetos.

Tudo isso traz mais produtividade para o setor, mas também expõe os projetos a ataques cibernéticos. O avanço na digitalização pode gerar tentativas maliciosas de obter acesso a dados sensíveis, à interrupção do projeto, interrupção da cadeia de suprimentos, e inclusive, riscos à reputação das partes envolvidas.

Confira o relatório completo aqui.


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Fonte: Zattar